Pular para o conteúdo
    Voltar para Dicas de Saúde
    Saúde do Homem
    05 Nov, 2023
    7 min de leitura

    Quebrando o silêncio sobre a disfunção erétil: tratamento existe e funciona

    Dr. Thiérry Vinícius

    Urologista Responsável

    Disfunção erétil é a dificuldade persistente de ter ou manter uma ereção firme o suficiente para uma relação sexual satisfatória. Isso é muito mais comum do que a maioria dos homens imagina e pode acontecer em qualquer fase da vida. O ponto principal é que, na grande maioria dos casos, há tratamento eficaz e seguro. Procurar ajuda não é sinal de fraqueza, é cuidado com a própria saúde.

    É normal ter um episódio isolado de falha por estresse, cansaço, álcool ou ansiedade. O que merece atenção é quando a dificuldade passa a se repetir e começa a afetar a autoestima, o relacionamento ou a vida sexual. A disfunção erétil não é apenas uma questão de desempenho. Em muitos homens, ela pode ser o primeiro sinal de problemas de circulação, diabetes, colesterol alto ou pressão alta, porque o pênis depende de um fluxo de sangue adequado e de um bom funcionamento dos nervos.

    As causas mais comuns incluem fatores vasculares (como aterosclerose e hipertensão), metabólicos (diabetes e obesidade), tabagismo, sedentarismo e uso excessivo de álcool. Alguns medicamentos podem contribuir, e questões hormonais, como testosterona baixa, podem estar presentes em uma parte dos casos, especialmente quando há queda importante de desejo sexual, cansaço e perda de massa muscular. Aspectos emocionais também influenciam: ansiedade, depressão, estresse e preocupações com desempenho podem piorar o problema, mesmo quando a causa inicial é física.

    A avaliação médica costuma ser simples e objetiva. O urologista conversa sobre o histórico de saúde, hábitos, medicamentos, qualidade das ereções e contexto do problema. Muitas vezes são solicitados exames de sangue para checar glicemia, colesterol, função hormonal e outros indicadores. Essa etapa é importante porque o tratamento mais eficaz é aquele que aborda a causa e não apenas o sintoma.

    Em relação ao tratamento, a ciência mostra que mudanças de estilo de vida podem melhorar significativamente a função erétil, principalmente quando há fatores de risco cardiovascular. Parar de fumar, reduzir peso, controlar diabetes e pressão, dormir melhor e praticar atividade física regular ajudam tanto a ereção quanto a saúde do coração. Além disso, existem medicamentos orais muito conhecidos, como os inibidores da PDE5, que aumentam a resposta do organismo ao estímulo sexual. Eles não causam desejo por si só, mas podem facilitar a ereção quando há excitação. Esses remédios devem ser usados com orientação médica, especialmente porque não podem ser combinados com nitratos (usados em algumas condições cardíacas) e podem exigir ajuste conforme o seu perfil.

    Quando os comprimidos não são a melhor opção ou não funcionam bem, ainda há alternativas eficazes, como terapias locais, dispositivos de vácuo, reabilitação sexual e, em casos selecionados, tratamentos cirúrgicos como a prótese peniana. O mais importante é saber que existe um caminho e que ele pode ser personalizado. Não é preciso conviver em silêncio com o problema.

    Se você percebe que a disfunção erétil está se tornando frequente, procure avaliação. Quanto mais cedo você investigar, maiores as chances de recuperar a confiança e, muitas vezes, identificar e tratar condições de saúde que podem evoluir sem dar sintomas. Cuidar da vida sexual também é cuidar do bem-estar, do relacionamento e da qualidade de vida.

    Marcar uma consulta é o primeiro passo. Com uma conversa aberta e um plano adequado, a maioria dos homens volta a ter uma vida sexual satisfatória e mais tranquila.

    Tem dúvidas sobre este tópico?

    Agende uma consulta para discutir suas preocupações específicas de saúde com o Dr. Thiérry.